Esquecimento e linguagem: Mentonímia e Metáforas

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Vimos no post anterior, a forma como Saussure e Lacan trabalharam a interelação entre significante e significado. Vamos agora ver a relação do trabalho de Laca com Jackobson e a sua relação com a questão do esquecimento em Freud e Jung

Jakobson,  Lacan e  e esquecimento

Lacan, aproxima-se da teoria da poética de Romam Jakobson na apropriação das funções da linguagem. Na linguagem há os elementos de comunicação: emissor e  o receptor como interlocutores, a mensagem; o cana, o referente ou contexto (situação ou objeto referido) , e o código (conjunto de regras de combinação de signos utilizado onde o emissor codifica aquilo que o receptor irá decodificar, e as Funções da Linguagem. Função  Emotiva (o que se destaca do emissor ao nível de emoções, sentimentos), a função referencial ( referente ao objeto de que se trata), a função apelativa (centrada no repetor para o influenciar ou presuadair), a função física (que evidencia o suporte da comunicação, ou canal) e que é importante para os interlocutores aferirem os refrenciais, a função poética (que se centra na essência mensagem, na sua estrutura, ritmos, harmonia), e a função matalinguística (que se relaciona com a formalidade da mensagem)

Ora estas funções da linguagem relacionam-se entre si como combinações ou como substituições. Quando se combinam, desenvolvem processos de metonímia, quando substituem desenvolvem processos metafóricos. é possível encontrar entre estes eixos uma correspondência ao deslocamento e à condensação de Freud

Assim, as teorias da comunicação e da psicanálise podem aproximar-se: 

Em Jakobson encontramos a definição de dois eixos da linguagem que se articulam na tensão entre dois polos: o metonímico (combinação/ contexto) e o metafórico (seleção/ substituição/ similaridade). 

Na metonímia gera-se combinação das unidades linguísticas em processos ascendentes. Através delas gera-se um contexto. No nidade de sentido, formam enunciados logicos. A metonímia é linear, ligando-se por continuidade gerando o contexto. Cada palavra ganha significado pela sua posição no conjunto, em função da que antecede e da que lhe sucede. A sonoridade da frase vais fornecer a significação, e pontuação fixa o sentido preciso do enunciado. Individualmente o significado duma palavra flutua, apenas se fixando no contexto. Há nesse flutuar uma resistência e uma sonoridade que lhe escapa, e que apenas é capturada no contexto. Neste primeiro pólo de metonímia, a combinação linerar estrutura as significações entre cada fonéma.

Na metáfora, um segundo polo do eixo da linguagem, é processada a selecção do código. Entre as diferentes possibilidades os são escolhidos os fonemas, de acordo com o contexto e a circunstância do enunciado. Os dois polos interagem e constituem a lei de funcionamento da linguagem.

Poderemos correlacoina-los para a formação do inconsciente e esquecimento (deslocamento e condensação) de Freud. Se a metonímia funciona como articulação entre significantes por continuidade, associando ao esquecimento freudiando como informação que flutua nas ligações neuronais; e a metáfora processa a substituição, associando á consensação de Freud, estamos perante um correlação entre a comunicação e o esquecimento.

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