Consciencia Coletiva e Inconsciencia coletiva em Jung

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Consciente e inconsciente coletivos são identificados na obra de Carl Jung  como opostos primordiais da vida psíquica.

O conceito consciente e inconsciente, refere-se às operações mentais, ao disposítivo estamos a operar com todas as disposições passiveis de obtermos conhecimento. Tendo em vista, que no consciente podemos manter apenas uma pequena parcela dos elementos e conteúdos advindos do inconsciente.

Portanto, o inconsciente engloba todas as disposições pessoais e coletivas disponíveis, mas não relacionada e/ou associadas de forma conhecida pelo ego. “É um conceito-limite psicológico que abrange todos dos conteúdos ou processos psíquicos que não são conscientes, isto é, que não estão relacionados com o eu de modo perceptível.[1]” (JUNG, 2009, § 847).

Havendo aqui a possibilidade de trocas dinâmicas de conteúdos conscientes por conteúdos inconscientes, seja por esquecimento, repressão e/ou desvalorização da importância antes atribuída a um determinado conteúdo. Muito embora, seja importante ressaltar, que eles não desaparecem, podendo ser novamente ativados por estímulos diversos. “Através da experiência sabemos, por exemplo, que conteúdos conscientes podem tornar-se inconscientes por causa da perda de seu valor energético. Sabemos pela experiência que esses conteúdos que estão abaixo do limiar da consciência não desaparecem simplesmente e que, oportunamente, mesmo após decênios, podem emergir das profundezas, verificando-se alguma circunstância favorável como, por exemplo, o sonho, a hipnose, a criptomnésia ou um reavivamento de associações com o conteúdo esquecido.[2] (JUNG, 2009, § 847)”.

Segundo Jung, dentro do inconsciente podemos considerar conteúdos do inconsciente pessoal e inconsciente coletivo. Sendo que, por inconsciente pessoal temos as disposições adquiridas de experiências pessoais, e por inconsciente coletivo as disposições herdadas de um manancial alimentado e pertencente à coletividade. Tudo que vem do inconsciente apresenta característica numinosa, e por ser grandioso e autônomo, não depende do consentimento da consciência para se manifestar. “Podemos distinguir um inconsciente pessoal que engloba todas as aquisições de existências pessoais: o esquecimento, o reprimido, o subliminalmente percebido, pensado e sentido. Ao lado desses conteúdos inconscientes pessoais, há outro conteúdo que não provêm das aquisições pessoais, mas da possibilidade hereditária do funcionamento psíquico em geral, ou seja, da estrutura cerebral herdada. São as conexões mitológicas, os motivos e imagens que podem nascer de novo, a qualquer tempo e lugar, sem tradição ou migração histórica. Denomino este conteúdo de inconsciente coletivo.[3] (JUNG, 2009, § 851)”.

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